domingo, 5 de outubro de 2008

Desérticos áridos

Desérticos áridos
em sentimentos orvalhados
de afagos carentes
dessa multidão de gente
solitária, vazia
de tudo e do nada
em mentes enraivecidas
em corpos tensos
gastos pela erosão do tempo
dos momentos tempestuosos
de ser

Reflexos nos olhares
amedrontados
de labirintos perdidos
em energias fragmentadas
na procura do térreo prazer

Cegos deambulam
na calçada existencial
escassos em aromas prazeiros
que enaltecem
a transcendência do viver

Vagueiam simplesmente
na ânsia de não sofrer

Liliana Maciel

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Folhas de Outono


Palavras
soltas
sinónimos
de sabores
controversos diluídos
(in)definidos os odores
inesquecíveis
do impressionismo surreal
em abstracto
tom
musical
rápida a sombra
poema
sem
tempo
romance
sem momento
diário
sem
fim.

AnaMar


Correntes Vadias

Bebo dessa leveza transcendente

Sacio o meu corpo com as cores da paixão

Banho-me nas marés que abrigam os vendavais
Lavo a alma. entrego-a nua...a ti

As lágrimas que por ti chorei

Envolvem-me num manto leve

As areias do deserto

Absorvem esta corrente quente

E abrem-se a novas tempestades

Encontram-se já nas proximidades de nós
Anuncio um voo lento...Levo comigo a solidão

O sol alonga-se na quietude do meu corpo

E desfalece na fluidez de uma longa estrada

Cativo de um rosto sem nome

Resguarda-se e amansa os espasmos da loucura
Esbarro-me com o tempo e dispo-me na lua
Canto-te uma nova poesia

Mas não sinto a imolação do desejo
Deito-me nessa corrente vadia

Denuncio-me num novo tema

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Transformação


O silêncio das palavras
fala de traços confusos
de sentimentos mudos
aprisionados no corpo
enfraquecido pela ilusão
selvática da paixão
iludindo a dor do afecto

Gestos autónomos
emergem do tempo
em telas memoriais
pintam traços coloridos
desbotando
o cinzento da ilusão

Algo permanece
imutável…..o amor
a força motriz da maturação
de sermos gente
singulares na nossa similitude
no todo em transformação

Liliana Maciel

Colorindo a Paixão

A vida que se quebra no silêncio das palavras
deixa traços em branco
até que se ame o corpo enfraquecido
e se dispa da dor de amor...
e esvai-se... colorindo a paixão
com traços leves de mão

Mª Dolores Marques

A Marca Indelével


quem tem da emoção uma canção no sangue
consegue deixar a marca indelével
das palavras com vida

é alguém que nos convida a mais
a uma vida provida

onde amor e calor do corpo amais sentido.!.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Ilusório do tudo

Estes encontros
e desencontros
de personas
alienadas
por
passados enegrecidos
fincados como espinhos
no seu ser menino
crescendo em âmagos
desequilibrados
alucinados
sôfregos do nada
ilusório do tudo

Deambulam no tempo
como
soberanas realezas
manipulando seus súbitos
ao sabor da loucura
e da prepotência

Ah! corja de mutantes
intragáveis
Que quereis de nós?
Liliana Maciel

domingo, 28 de setembro de 2008

Inconstâncias

Imagem de Bárbara Elias
Estes sonhos
que se escondem
e se diluem
na efemeridade
do tempo

Esta certeza
de sermos
numa existência
que aguarda
pelo fim de tudo
dentro de um nada

Esferas toscas
em abertura de consciência
e devolvermo-nos
identidades
Personas em pessoas
gritos e devaneios

Inconstâncias
vidas que caem nas malhas
de loucuras impacientes
transcendem-se
e distam-se das demais

Excessivos em lamentos
corja de mutantes
que se perdem no absurdo
indecoroso dos actos
Estes encontros
e desencontros
equidistantes...
formais...

Mª Dolores Marques

Eterna transcendência

Miragem de nós
no tempo intemporal
na existência efémera
do ser mortal

Da certeza única
da eterna transcendência
de sermos gente
simplesmente…

Gente carente
Ávida de sentires
na diferença
do sobreviver e do existir

Sonhos ansiados
impressos no tempo
de mim, em ti, em nós.
do que sou,
no que és....sempre
Liliana Maciel

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Miragem de Nós

Falo-te de todos os momentos
Que me deturparam
E dos sonhos
Que me denunciaram

Falo-te das vivências
Que esquecemos
Quando olho o horizonte
E me fixo num ponto...

Deixo-te um registo de mim
Do que fui e do que sou

Esta miragem de nós
Ânsia de ser
Por tudo o que existe
No céu e na terra
Onde sou eu, e tu
E somos nós

Mª Dolores Marques

Falas-me de quê?


Falas-me de mim
de ti, de nós
dum sonho
que já se foi
dum tempo
que já não está
dum passado
que se dissipou
e á orla lamacenta
regressou

Falas-me dum sonho
inacabado
do passado presente
de ânsias revividas
de desejos mantidos

Falas-me de quê
minha amiga, de mim, de ti, de nós

Liliana Maciel

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Diluído no Tempo

Acalentado
Pelas marés vivas
Dum mar tempestuoso.

Esquecido do mundo
Como um por do sol
Que se esconde no horizonte

Diluído no tempo
Foi indiferente...
Um sonho...

Mª Dolores Marques

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Quero a chave dos segredos


Quero a chave dos segredos
Onde tu danças contente
Na soleira do imaginário
Para lá do firmamento

Quero a chave dos segredos
onde tu afagas o destino
como o mar abraça o rio

quero a chave dos segredos
tal Harry Potter sedento
de descobrir a magia
que nos faz ser gente
e entrar com pés firmes
pelo teu invulgar sorriso
que se abre
como o portão do paraíso

Ah! com queria a chave
de todos os segredos
mergulhar no teu eu
e descobrir o que o faz
tão transcendente

Será que ma podes dar?

Dueto Liliana Maciel/Carlos Soares em Luso poemas

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=51388

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Amizade no Universo dos Sentires

Eu sinto
tu sentes
nós sentimos
no universo
dos sentires
dos encontros
predestinados
neste mundo
de paralelos
mesclo de significados

Eu circundo
os nossos sentires
o que me faz ser
num mundo
de autenticidades
fragmentadas
em busca do
meu outro eu
numa existência
de ambiguidades

da pétala da amizade
faremos essências florais;
da origem do sentimento
entoaremos cânticos
imperiais
Celebraremos o todo
em nós!
E o nós, será perpétuo
Renascimento
Sempre

Dueto - Dolores Marques/Liliana Maciel em Luso-poemas

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=51892

Dolores e Amor(a)

Aromas multicolores
Enraizadas em Do(lo)res
Desafiam-se empoleiradas
Em silvados caídos
Sob(re) fragas soltas desiguais...

E o amor(a) - distinta conexão
Que em tudo põe vermelho cor(ação)
Descarrila em linhas cruzadas
Num qualquer Setembro de emoção...
Fruto imperfeito e doce torpor
É dor(mente), no exacto momento
Do "sim meu amor"

Dueto - Dolores e Amora em Luso-poemas

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=51753

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Saudades de Ti

olhos feitos de rosas
e sabor a mel
quando se deitam
nos teus...

florescem madrugadas
de sois....
e sonhar, Assim...
um corpo junto de mim

Saudades de Ti...

Dolores Marques

Olhar(es)

a coisa mais simples
é a simplicidade
sempre bela

são os teus versos
nos meus…

olhos feitos olhar(es)

Assim...

domingo, 27 de julho de 2008

Custa Tão Pouco

A felicidade
Mas é tão despercebida
Que somente a vejo
Quando alguém diz
Vês?

Olho as estrelas
Sou uma criança
Brilho com elas
Satisfaz-me o espírito
Ficar entre as dunas

Olhar o céu
Focar-me à lua
Que se esconde
Por entre as marés
Num ponto
Em que acredito
Ser o que és

O sol, e a lua
Ou algumas estrelas
Que saltam
E dançam
No meu caminho
Sou tu, quando és!

Dueto Dolores Marques/Ulysses Laluce em Luso-poemas

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=46348

O Mais Belo Não se vê

Não sei se a felicidade
Vem ao meu encontro
Com o brilho das estrelas!

Meu equilíbrio interno
Tem apenas um candeeiro
A iluminar os caminhos
Por onde caminho e medito

Mas a luz alumia muito pouco
E me falta compreensão!
Não consigo imaginar um momento
Em que alguém esteja num ponto
Entre estar ou não estar feliz

Pois o ponto de interseção entre ambos
Onde um termina e outro começa
É um nada existencial impensável
Nunca um ponto neutro imaginável

Onde alguém pudesse dizer
Não me interessa a felicidade!
A felicidade mora naquela estrelinha

Ensinam às crianças
Como será que vem até nós, perguntam!
Uma bolha de sabão é feliz
Explode, deixa de ser...

Não existe o meio termo!
A danada na balança da vida
Pesa tanto...
E custa tão pouco.

Ulysses Laluce

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Os Porquês (resposta a Ulysses)

Que razão eu tenho
Meu Deus
Para esquecer
Quem sou

Sou a luz
Sou o medo
Sou a dor
Sou o desejo...

Sou um corpo presente
Sou um coração pulsando
As cores
Do amor que eu tanto almejo

Mª Dolores Marques