domingo, 27 de julho de 2008

Custa Tão Pouco

A felicidade
Mas é tão despercebida
Que somente a vejo
Quando alguém diz
Vês?

Olho as estrelas
Sou uma criança
Brilho com elas
Satisfaz-me o espírito
Ficar entre as dunas

Olhar o céu
Focar-me à lua
Que se esconde
Por entre as marés
Num ponto
Em que acredito
Ser o que és

O sol, e a lua
Ou algumas estrelas
Que saltam
E dançam
No meu caminho
Sou tu, quando és!

Dueto Dolores Marques/Ulysses Laluce em Luso-poemas

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=46348

O Mais Belo Não se vê

Não sei se a felicidade
Vem ao meu encontro
Com o brilho das estrelas!

Meu equilíbrio interno
Tem apenas um candeeiro
A iluminar os caminhos
Por onde caminho e medito

Mas a luz alumia muito pouco
E me falta compreensão!
Não consigo imaginar um momento
Em que alguém esteja num ponto
Entre estar ou não estar feliz

Pois o ponto de interseção entre ambos
Onde um termina e outro começa
É um nada existencial impensável
Nunca um ponto neutro imaginável

Onde alguém pudesse dizer
Não me interessa a felicidade!
A felicidade mora naquela estrelinha

Ensinam às crianças
Como será que vem até nós, perguntam!
Uma bolha de sabão é feliz
Explode, deixa de ser...

Não existe o meio termo!
A danada na balança da vida
Pesa tanto...
E custa tão pouco.

Ulysses Laluce

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Os Porquês (resposta a Ulysses)

Que razão eu tenho
Meu Deus
Para esquecer
Quem sou

Sou a luz
Sou o medo
Sou a dor
Sou o desejo...

Sou um corpo presente
Sou um coração pulsando
As cores
Do amor que eu tanto almejo

Mª Dolores Marques

Os Porquês

Que razão, ó Deus
De tantos porquês
Nos dias da vida?

Tudo se apaga um dia
As marcas dos pésT
odos os mistérios!

Tudo se apaga um dia
O brilho do olhar
As sombras do corpo!

Não o perfume da flor
Como tudo se apaga um dia
Se te satisfaz o amor.

Ulysses Laluce
http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=45602

terça-feira, 22 de julho de 2008

Lentamente e Com Sabor a Mar

Importo-me com os dias
Resguardados nas sombras de um olhar
E nas correrias desbravando
Os sonhos que se cruzam no ar

Lentamente e sem pressa
Um aconchego apenas
E as noites voltam a acordar dos sonhos
Que ficaram sem a luz do luar

Debruço-me sobre o dia que nasce
E abro-te uma janela
De par em par
Não tenho pressa alguma de chegar

Gosto deste sol que me visita
Em dias que floresço
E me deito neste sabor
A mar...

Mª Dolores Marques
http://marimarquesblogspotcom.blogspot.com/

sábado, 19 de julho de 2008

"PARA ALÉM DE MIM... tenho pressa!"


Espreito o dia que nasce

Com os olhos da minha alma

O sol explode em reflexos

Como se estivesse em labaredas.

Os segredos são anunciados,

Ao luar, quando a noite cai.


Quem os traz assim… guardados?


Tenho pressa… tenho pressa…

De sugar os sonhos que vêm de ti,

De recriar-me nos imensos desejos

Que se definem para além de mim…!

A poesia é um recanto imaginário

Onde floresço por entre as pedras

Tenho pressa… tenho pressa…

De rasgar todas as minhas sombras!

Vóny Ferreira


Para Além de Mim

Que o novo dia irradie
No luar silencioso da noite
Uma nova nostalgia
Na criação de um momento

Para além de mim e da lua
Há sempre a vida que se insinua
E no limiar dos sonhos
Há um princípio e um fim

Há um mistério guardado
E uma janela aberta para o infinito
Há sempre uma ponte estremada
Quando estamos sós

Mª Dolores Marques

sexta-feira, 18 de julho de 2008

RESISTIR

http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=44707
Caminhamos muita vez entre pedras e musgo, escorregadio.
Por vezes tropeçamos... escorregamos, caímos!

- A nossa maior vitória é quando depois nos
levantamos... e transformamos essas pedras,
em risos destemperados, que nos dão a firmeza
da aprendizagem e da resistência psíquica!
A flores que teimosamente florescem no húmus da
imaginação, é a maior afronta...
à crueldade das intempéries!
É através delas que aprendemos a RESISTIR

VÓNY FERREIRA

http://vony-ferreira.blogspot.com/

"PEDIDO"

Que o assombro que tinge os meus olhos
Não te inibem de procurar as pontes
É que às vezes entre o sol e o nevoeiro
Há uma linha ténue, onde nos refugiamos…!

Que as palavras que gravitam em mim
Se diluam no mistério do silêncio
Muitas vezes é deambulando a sós…
Que ultrapassamos os nossos limites!

Que as estrelas cintilantes do meu peito
Incendeiem de esperança, a tua alma
É que às vezes entre a duvida e o desespero
Há a vontade que amanheça um novo dia…!

Vóny Ferreira

http://vony-ferreira.blogspot.com/

quarta-feira, 9 de julho de 2008

As Cores do Teus Versos

Na limpidez dos teus olhos me encontrei
Nas sombras do teu olhar
Me denunciei
Sem a candura habitual
Sem a tristeza casual

Versos soltos sem a rima
Com que vestes as palavras
Me debrucei
E vi-te na sensatez de alguns poemas
O que a loucura faz em exímios temas

E foi nas parcas horas tardias
Com o por do sol no horizonte
Que te idealizei
Sobre um rio de lágrimas doces
Nessa transparência me edifiquei

Veste-me das cores
Com que pintas as tuas palavras
E hoje eu cantarei
Os versos e as lágrimas
Que por ti chorei

Mª Dolores Marques
http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=44791

domingo, 1 de junho de 2008

Bailado

Sou um tempo
Um murmúrio
Um desassossego
Um desapego
De mim e de ti….

Mas bailo…
Em doces melodias
A léguas de ti
Nas ondas do teu silêncio
Movimentos disformes

Leveza da alma
Vestindo as cores...
Sentindo...
A maciez dos corpos

Mª Dolores Marques

Conversando

vou tentar um bailado
onde o silêncio
encontra o movimento
com ele conversa

Francisco Coimbra

Brisa Suave

Estou cansada hoje

Por isso, faltam-me as palavras...
deixei de as sentir,
Entrou uma brisa suave pela janela

Um beijo solto como eu

Mª Dolores Marques

Rituais

Nostálgicos
são os lugares vazios
Onde não se escrevem as palavras

Preenches-me este espaço dorido
Segredas-me
Insinuas-te lento

E eu entrego-me de corpo
Inteiro
Dou-te a face rosada
E um corpo cheio

Rituais sem nome

Mª Dolores Marques

Esgoto a Nostalgia

tenho a nostalgia dos lugares vazios
escrevo um verso ao abandono
para o preencher lendo

acabo por ficar
estranho
e vazio

é

aí que cheguei
ao exagero quase cómico

já posso dançar
pedindo mão de dama
para poder lhe colocar a mão

“onde as costas mudam de nome”

e

esgoto a nostalgia com gosto
http://assim-leitor.blogspot.com/
Francisco Coimbra

Ilusão

Visitei-te um dia por pensar que querias
ser mais que um verso solto...

Mas como não vi nenhum poema perdido
Fiquei só!
E tu entregaste-te à volúpia dos dias calmos
Entre aromas extasiados
E buscaste-me em sonhos e fantasias
Ilusões perdidas!

Ilustraste-me com as cores da lua sobre o rio
Mas o meu brilho difuso,
afundou-se em águas calmas
E foi corrente vadia.
Um rio esquecido!
http://marimarquesblogspotcom.blogspot.com/2008/05/verso-solto.html
Maria Dolores

Esta Coisa Boa

A Beleza tem esta coisa boa, passa para dentro de nós. Talvez seja mesmo aí onde ela verdadeiramente existe, mesmo se a podemos descrever dos seres, coisas ou objectos que observamos através dos sentidos.Quanto ao teu poema, não é bonito o termo mais correcto. Não é a Beleza que nele atrai, talvez um “outro tipo de Beleza”. Aquela Beleza que não está na forma, estando presente em algo que nos transforma pois não nos deixa indiferente.Vejamos… uma coisa que cheira mal podia cumprir os requisitos da explicação dada, sei que nada explica, ajuda a mostrar como é indefinível a Beleza do que nem precisa de ser Belo para ser/ter Beleza.Será que isto agradaria ser do conhecimento de quem faz um poema, atingir Beleza sem o Belo? A alegria dum poema triste, qual é? Isto já são outros devaneios, a coisa boa (está a começar a passar)… são as impressões que recolhemos.

Francisco Coimbra

Dos Gestos

nem sabes como as tuas palavras me fizeram bem,
eu estava perto do desespero e tu inspiraste-me versos
havia na minha alma uma sombra vazia ao luar,
mas tu sabes como a
Iluminação em mim nasce

Francisco Coimbra

Sobre o Ciúme

Ausento-me de ti quando me encontro
Na tua solidão
Reinvento-te!
És um esboço de mim

Contingências em noites frias onde a tristeza
Se perde
Na folhagem seca surge a madrugada
Deixo o meu ciúme a descoberto

Só ele nos encontra nestas horas tristes
Somos um só pensamento
Uma voz parada
Ausento-me de ti como quem sofre
Por nada

São os teus medos soltos
Que vagueiam por aí
E eu, sou uma rua deserta , à espera
De outra madrugada

E o ciúme, esse ficou-se no nada
http://marimarquesblogspotcom.blogspot.com/2008/05/sobre-o-cime.html
Maria Marques

Ciume

Esta pergunta saberás se a respondes, eu quererei ser o anónimo que vai responder/comentar todos os teus textos… Será? (deste modo o meu nome nunca se gasta, smile :)»,Será que já disse tudo e ainda não fiz nada?Os textos são como pescadinhas de rabo na boca, estão mortos ou prontos a devorarem-se. São uma espécie de momento da eternidade, postos onde os encontramos:
Agora, mesmo sendo isso, não te esqueças de responder a isto:«Como te vês a ti, minha amiga?»
A verdade é estares a responder, por isso te dou os Parabéns!Aqui te envio um comentário, do qual podes fazer uma participação no teu blog, ou não. Dás conta que não fiquei à espera de resposta tua, sou querido?Outra coisa, no último conto do Assim ele está a escrever, supostamente para ti, de súbito “não mais que de repente”, põem-me a responder para uma outra, ficas-te ciumenta?Aí te deixo mais uma possibilidade para falares de ti, és ciumenta?Perguntas de sobra, mesmo para um dia feriado!
http://assim-leitor.blogspot.com/
Francisco Coimbra