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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
DESVARIOS
Faz tempo, que do tempo, tempo fiz!
Acaba-se o viver e o tempo basta!
Passou o tempo, que foi tempo de ser feliz?!
É agora o tempo, que desse tempo me afasta.
Trago minha alma perdida num deserto
Coração a bater no peito de ansiedade
E ao invés de alegria, a tristeza trago por perto
Nos meus olhos poços de luz , habita a saudade.
Neste tempo, já nem palavras tenho para dar
O tempo me desarma é senhor omnipotente
Cai sobre mim tão bruscamente!
Só a esperança me vem ainda agasalhar.
É o tempo que passa com firmeza, indiferente
O tempo que se infiltra contra minha vontade
Tempo que goteja sombras sobre mim
Cai sobre mim tão bruscamente!
Eu lhe peço e me despeço é já o fim
Tempo do adeus e da saudade.
rosafogo
natalia nuno
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
PARA ALÉM DO TEMPO
PARA ALÉM DO TEMPO
À Vida me agarrei por mais um dia
Contei segredos ao travesseiro
Chega a tarde e me põe sombria
A sós com lembranças d'algum dia
E o passado na memória por inteiro.
A fazer-me lembrar mais um ano
Perversa a Vida, me leva ao engano.
Sempre igual parecendo diferente
E sempre o sonho morrendo com a gente.
Quando tudo parece a chegar ao fim
Há uma raiz que não desprende
Um pressentimento d'outro tempo em mim
O acolher dum sonho que ninguém mais entende.
E é como se meu corpo de novo se tivesse erguido
Liberto do tempo e da idade
E em minhas palavras um sonho estremecido
Este sentimento que em mim se aninha a SAUDADE.
natalia nuno
rosafogo
Etiquetas:
fim,
pressentimento,
saudade,
sonho,
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