Setembro de novo sempre diferente.
A brisa fresca nas manhãs com aroma a terra húmida de noites de lua cheia.
Verte-se o perfume das magnólias por florir.
A partida não anunciada das andorinhas enche o silêncio dos campos arados.
Pó revolto que aguarda as chuvas que o engravidem de vida.
Os sentidos alerta em toques de pele por descobrir as texturas e cores do mundo a girar.
Sim. Danço só para ti.
Absorves-me com esse olhar de menino abandonado, entrego-me às tardes mornas do teu abraço e (a)fundo-me em ti.
