
Que por ti vão passando deixando a sua pestilência
Nem queres ser obstáculo, queres estar presente
Verdadeira e orgulhosa da tua plena coerência
Tu queres paz, queres identidade e muito amor
Queres o que todos querem, precisamente
Mas catalogaram-te, estendem-te o indicador
És isto e mais aquilo, açoitam-te mordazmente
Por ti me curvo, fascinada por fazeres a diferença
Por ficares à parte dos risos e da maledicência
E estares imunizada a toda e qualquer sentença
Coragem, ousadia, certeza… são rios no teu peito
Os sofrimentos que te infligem avivam-te a inocência
E olhas para as nuvens, altiva a todo o preconceito