Mostrar mensagens com a etiqueta Memórias de paixão sem data. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Memórias de paixão sem data. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Melodia Breve



Sei
a musica que me atraiçoa a memória
de momentos
separados
em que juntos
éramos um
corpo
em almas gémeas
superfície lunar
palavras a
l
i
b
e
r
t
a
r
em perpétuo movimento.

Sei
o sonho
que (a que) sabes
translúcido
vitral
musica em mim
canto tenor
jasmim
(ar)dor
princípio
de ti,
meu amor.

Sei
o amanhã sem lembranças
nossas
as promessas
sem rasto
o crime
da cobardia
sem fim
o sentir
fingir
não vivo
adormeço
nas madrugadas
porque a noite não (me) vence
apesar da ausência
e do vazio.

Luminosos os dias
em que brilhávamos juntos
tu ao piano
eu no sofá
da sala casa encantada
desencontro de mim
em bebedeiras de nós.

Sei
um amor proibido,
castrado,
destruído
pelo tempo
que jamais teremos
pela paz escolhida
em vez
de vida vivida
calma ambulante,
em vez
de paixão vibrante.

Sei
as escolhas
tranquilas
em imagens cinzentas.

Prefiro
o desassossego colorido
a
uma morte por escolha.
Mesmo que em paz necessária.

Sei
que te perdi
por não saber estar
ser
tranquilo
meu pesar.

Minha melodia por inventar.

Sei
a cor da traição
sem perdão.

Sei
o castigo
da solidão.

Sem ti.

Sei
que já não sou eu.

E assim, parti.


domingo, 21 de junho de 2009

Sete



Adormece na madrugada tardia
em que a (tua) voz se nega à evidência
do Ser

enquanto
disfarça amores permitidos
pelo cansaço do proibido.

(En)canta as tarde de Verão
em subtilezas da
alma
(im)pura
a
razão
com que tece lençóis de linho
numa cama de nupcias
sem noite
sem nada,
inventada
a verdade que se quer
em momentos de musica
aberta
a janela sem cortinas
a sala sem sofá
o piano abandonado na praia
e
os corações dilacerados
mergulhados no mar
em esquecimento
tentando resistir
à partida
sem regresso
numa maré
de Lua Cheia.

Pequena
a concha
que a acolhe
sete mares,
sete vagas
sete escravas
de prata
envoltas no corpo
estático
pés firmes na areia movediça
que lhe engole a alma
por jamais
entender
porque desistiu,
quando
a noite
era a mudança
da morte
em vida.


domingo, 14 de dezembro de 2008

Intemporal (Do you want to make a memory...)


Penso-te em ondas de desejo
único,
violento
repetido,
colorido,
intenso,
perfumado,
assim o beijo sem fim
eterno enquanto dura.

Olhas-me
e o tempo pára
tocas-me
e reeinvento o momento
contínuo movimento
mágico
fascinante,
impossível
como tu.