Rasgou a ponte e abriu os poros
às margens férteis do novo tempo
não há sombras
neste rio
onde acordam entoações de primavera
e voos de linhos respiram na janela
procura-se
no fundo de manhãs a cores
reinventa-se na matriz das borboletas
desprende os anseios na vertigem da bruma
é pedaços de vento
desenhando os passos em árvores nuas
decifra sensações
na estrada sem distância
onde os mapas paralelos se entrecruzam.
Marialuz