Talvez habite um rio
onde sei de cor a utopia das pedras
ungidas de silêncio. Talvez celebre
o encontro quando depurar
de falas turvas as horas
perdidas entre nítidas veias de lodo.
A sombra espera que a voz
dos sinais desvende
o brilho das palavras.
Talvez nesse dia inscreva no ventre da terra
os fios de luz que
um por um
dançarão os caminhos
e reinventarão o sol nas raízes da casa.
Marialuz